Se o país vai de mal a pior e se já não há quem ponha cobro a esta maldição europeia que nos bateu à porta, urge cortar o mal pela raiz, antes de nos confrontarmos com uma rebelião que o «pai da democracia», insistentemente, tem vindo a anunciar. É tempo de travar mais pragas sociais, culturais e políticas. Se a Constituição da República prevalece sobre uma ameaça que assusta o Povo Português devem os constitucionalistas ser convocados para um conclave que diga, claramente, aos Portugueses quem e em que circunstâncias deve tomar as rédeas da governação.
Os sindicatos tomaram contas dos canais televisivos. Os políticos são contestados, vaiados, desmentidos. Os partidos da oposição têm mais tempo de antena do que aqueles que estão no poder. Só aquilo que é negativo e contra-natura interessa aos jornalistas. Os criminosos chegam a casa antes dos queixosos. Os titulares de Justiça que perante situações iguais tomaram decisões diferentes, reformam-se e são imediatamente medalhados, no dia mais solene do ano.
Vivemos numa espécie de inferno antecipado. Os pobres cada vez mais pobres; o desemprego cada vez mais assustador; a opinião pública mais perturbada por cada dia que passa.
São horas de repor os sortilégios democráticos em acção, começando por aquilo que mais agrava a estabilidade social, cultural e familiar.
Vejamos um exemplo diário que se tornou rotineiro, sendo uma provocação ao Povo Português.
A RTP transmite diariamente no programa Bom Dia Portugal um apontamento pré-gravado na via pública a que chama «Bom Português», a pretexto de ensinar a escrever em conformidade com a versão do Novo Acordo Ortográfico. Tratando-se do mais privilegiado canal dito de «interesse público», esse programa deveria ser imediatamente suspenso. Esse minuto ou minutos representam milhões de euros de publicidade. E se ajudasse as pessoas ainda se compreendia. Mas faz o contrário: deseduca, irrita, ofende e predispõe mal para o dia inteiro.
Já noutras alturas falei dos malefícios dessa monstruosidade. E não há uma alma caridosa nessa instituição (que nos leva o couro e o cabelo) que tenha o bom senso de acabar com essa palhaçada.
Em primeiro lugar porque deixa as pessoas enervadas, interrompe e expõe quem tem direito à privacidade, injuria quem vê e ouve essa charlatanice porque aprendeu uma gramática pura, escorreita e rica e é obrigado a engolir as afirmações de analfabetos que não sabem o que dizem.